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Psicologia Analítica de Carl G. Jung
Sandra Midori
Kuwahara Sasaki
sandra@fenixpsicologia.com.br
A Psicologia Analítica,
conhecida também como Psicologia Junguiana, surgiu no inicio do
séc. XX com as idéias do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung e
seus estudos sobre o inconsciente. Seu interesse pelo mundo dos
sonhos e pelas profundezas da alma humana levou-o a descobertas
surpreendentes que revelam um universo simbólico de uma riqueza
inigualável. Em seus estudos, identificou padrões simbólicos que
podem ser encontrados nas mais variadas culturas e períodos
históricos, aprofundando-se em temas como a mitologia, a
religião, a arte e as diferentes formas de expressão da psique.
Jung percebeu que o símbolo é uma forma de linguagem, um meio no
qual o inconsciente dialoga com o consciente, expressando-se
através dos sonhos, desenhos projetivos e outras manifestações
que auxiliam o individuo em seu desenvolvimento psíquico.
Desta forma, Jung enfatiza a
importância do processo de individuação como um caminho de
auto-conhecimento, no qual o individuo busca tornar-se um ser
único, uma unidade indivisível, cuja essência se dá em si mesmo.
Para que isso aconteça, o individuo deverá tomar consciência de
seus complexos e de outros aspectos que o impedem de
desenvolver-se plenamente, acreditando nas possibilidades
transformadoras. A Psicologia Junguiana define a psicoterapia
como o "tratamento da alma", no qual a interação dinâmica e
criativa entre o analista e o analisando propiciam o caminho
para a cura da dor psíquica.
A simplicidade com que Jung
admirava a natureza universal e a necessidade que ele tinha de
comprovar cientificamente seus estudos sobre a alma humana, fez
com que suas idéias continuassem influenciando a atualidade nas
mais variadas áreas de interesse humano, atingindo desde o mais
humilde homem do campo até os engenheiros que lidam com altas
tecnologias. Atualmente, muitos de seus estudos estão sendo
re-analisados por analistas pós-junguianos, que tentam aprimorar
suas idéias diante das mudanças do mundo pós-moderno. Mas,
apesar da necessidade de rever alguns conceitos, Jung ainda nos
faz perceber que a sabedoria humana é conquistada através das
vivências, da alteridade, e da percepção de que o mundo e as
pessoas que nos cercam fazem parte de um universo único,
ampliando assim nossa consciência e as possibilidades de
transformação.
Referência Bibliográfica:
JUNG, Carl Gustav. A prática da Psicoterapia. Ed. Vozes:
Petrópolis, 2004.
SAMUELS, Andrew. Jung e os pós-junguianos. Ed. Imago: Rio de
Janeiro, 1989.
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